02/08/2012

Os perigos da esquizofrenia com a "teologia da prosperidade"



Gostaria de usar este espaço para expressar a minha preocupação com o uso da passagem de Mateus 4:9 numa tentativa de se defender, de uma maneira muito perigosa, a meu ver, os perigos da "teologia da prosperidade". Em primeiro lugar há que definir o
 que é que se entende por "teologia da prosperidade" pois tenho a sensação que não falamos todos da mesma coisa. Em segundo lugar não há nenhum fundamento na bíblia para se afirmar a benção da pobreza e a maldição da riqueza e vice versa. Os bens materiais são moralmente neutros pelo que a sua posse ou ausência não têm nenhum significado moral. Em terceiro lugar, afirmar-se que a prosperidade é o que o diabo oferece a quem o adora, e daí concluir-se que desejar ser próspero vem do maligno é uma conclusão precipitada, infundada na bíblia e perigosa em termos da sua aplicabilidade no nosso dia a dia. Citei o Salmo 35 vrs 27 em que afirma que Deus tem prazer na prosperidade dos que O servem. Deus não pode ter prazer em algo que é uma subversão do diabo. Isso é uma aberração teológica. Se a prosperidade é uma "troca" diabólica para a obtenção de adoração Humana o que será a pobreza? Admitindo que (no meu ponto de vista erradamente) o diabo presenteia quem o serve com prosperidade, isso significa que todas as pessoas prósperas são servas do diabo?.. será que por maioria de razão, todos os pobres são necessariamente servos de Deus. Este tipo de apologética transfere para "as coisas" a carga moral e isenta o único ser moral dessa mesma responsabilidade: O Homem. Deus tem prazer na prosperidade dos Seus filhos, como eu tenho na dos meus. A aversão á prosperidade é das coisas mais estranhas que tenho presenciado por parte daqueles que acreditam na bíblia como regra de fé e conduta. Se têm aversão a quem eventualmente ensina que todos devemos ser milionários, então não chamem a isso "teologia", mas outro disparate qualquer. Há efectivamente uma teologia de prosperidade na bíblia. Como pastor, e lidando com as dificuldades materiais que tantas pessoas estão neste momento a passar, creio mesmo que há uma "teologia de prosperidade" que traz esperança. Deus está do lado dos que sofrem, dos que estão a passar necessidades, dos que perderam os seus empregos. Deus quer MESMO fazer-nos prosperar e ajudar a sair dessa situação, eu não tenho dúvidas. Em vez de "ridicularizar" a prosperidade, deveríamos ensinar o que a bíblia ensina sobre prosperidade, como o valor do trabalho, da honestidade, da "milha extra", da boa gestão (não gastar mais do que aquilo que se ganha), da generosidade, da mordomia material, etc, etc. Não contem comigo para "dar para o peditório" do bota abaixo da "teologia da prosperidade". Irei continuar a ensinar sobre o prazer e vontade que Deus tem em que os Seus filhos prosperem, por mais comichão que isso cause nos ouvidos dos que desenvolveram uma esquizofrenia espiritual em relação a este assunto.


25/01/2011

A injustiça da parábola do filho pródigo

Já leram a chamada"parábola do filho pródigo" no evangelho Lucas 15:11-32?

A parábola bíblica do "filho pródigo" é uma grande injustiça. Eu sinceramente acho que o irmão mais velho deste desmiolado tinha razão. Então quer dizer: O desnaturado, promiscuo, ingrato e infiel "filho pródigo" regressa a casa e é recebido daquela maneira, como se nada se tivesse passado. Ele foi banquetes, abraços e festas e manifestações de carinho, como se de um regresso de um herói se tratasse. O irmão, que sempre foi fiel, que sempre esteve lá, que sempre deu o litro, assiste aquela extravagante, injusta e desequilibrada manifestação de alegria e não pode ter um desabafo, uma tomada de posição de protesto contra tamanha injustiça do seu pai?Depois o pai ainda tem a "lata", quando confrontado com o protesto do filho mais velho, de lhe dizer"tu sempre estiveste comigo e me serviste, agora o teu irmão estava perdido e voltou"... POR ISSO MESMO. Então o irmão, mais velho, fiel, sempre presente em todas as horas, nunca teve uma festa daquelas e agora só porque o outro regressou depois de ter virado costas, tem uma festa de arromba. Haja algum pudor e alguém com coragem de dizer que isto está errado, não é justo e que é um profundo erro do pai. Compreendo muito bem a atitude do filho mais velho em não querer entrar sequer na festa, em não ser conivente com aquilo. Promover quem um dia virou costas e foi infiel e ignorar quem sempre trabalhou é um "tiro no pé" para o futuro desta família. Eu estou com o filho mais velho, eu não vou ser conivente com aquilo, o pai é que sabe, mas comigo também não contava mais. Além disso há que dar tempo ao tempo e verificar se depois de passada toda esta euforia do regresso, o "queridinho do papá" não volta ao mesmo, ou seja, não vira costas a tudo de novo. Aí quero ver a "cara" do pai, o que é que ele vai dizer. Estou mesmo a ver que aí vai propor uma festa ao filho mais velho, para finalmente reconhecer o esforço deste. Mas se eu fosse ao filho mais velho punha algumas condições e a primeira é que não voltasse a receber daquela maneira o irmão mais novo, caso este voltasse de novo. É que eu quero deixar bem claro que não tenho nada contra o regresso dos irmãos mais novos (ou mais velhos) que queiram voltar depois de terem feito asneiras. Eu acredito em dar oportunidades a eles, acredito na sua restauração, mas agora recebe-los daquela maneira, festejar o seu regresso com aquela extravagância sem que se faça o mesmo a quem sempre está é que não. Portanto não admito que me digam que sou contra restaurar quem falhou e virou costas, mas não sou obrigado a concordar com a ingratidão e com o desequilibro de um pai que deveria ser mais ponderado.Claro que me sentiria também ofendido e melindrado como o filho mais velho, pois quem não sente não é filho de boa gente.Eu estaria disposto a continuar a servir o meu pai, mesmo com o regresso do meu irmão, mas não assim... não peço nenhuma atenção especial para mim, mas por favor também não dêem aos outros, ainda por cima quando não merecem mais do que eu, ou será que não tenho razão??? Já agora se ao lerem a bíblia passarem por Efésios 2:3 que diz"Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo" fiquem a saber, que na minha opinião, foi escrita pelo pai destes dois filhos para se justificar da injustiça que cometeu.

27/12/2010

As 2 Igrejas

Para alguns deveriam haver 2 tipos de Igreja:Uma para pessoas de 1ª, como eles, onde não tivessem de compartilhar o mesmo espaço com pessoas sem o nível de perfeição delas, onde não se sentissem escandalizadas por terem de conviver com pessoas com vidas não transformadas, onde os seus filhos estivessem seguros por não partilharem o mesmo espaço com outras crianças oriundas de famílias sem os mesmos princípios que os deles, onde eles fossem a prioridade da atenção, daquilo a que eles chamam de "cuidado pastoral", onde o seu conforto religioso nunca fosse desafiado, apenas promovido e louvado, onde eles "sentissem" a presença de Deus como se fossem os barómetros da evidencia desta mesma presença, decidindo pela sua visão a preto e branco, aquilo que "é de Deus" e o que "não é de Deus", onde a Salvação fosse pela fé, mas também um pouco pelas obras, as deles, para que algum mérito possam ter e não sejam contados com a "enxurrada" dos outros que "apenas" são alcançados pela Graça de Deus. Depois haveria uma outra Igreja para os "outros", aqueles que ainda não chegaram lá, cujo as vidas estão uma confusão, os que não têm fé para vencer, os que não têm um nível de obediência à Palavra de Deus como eles têm, e por isso estão a pagar com a vida por esse facto, os que falham, se enganam, erram, aqueles que não imitam as suas obras nem os seus preceitos, aqueles que não tiveram sucesso nos seus casamentos, nos seus negócios, nas suas escolhas e como tal devem passar por um purgatório eclesiástico, onde eles serão instrutores e juízes do processo de regeneração e consequentemente de admissão naquilo que orgulhosamente intitulam de "o remanescente fiel". Esta seria uma igreja onde a presença de Deus não "seria tão forte" como na deles, pois Deus nunca iria ter tanto prazer na presença destes como na deles. Nesta Igreja Deus "dispensa" a Sua presença como que por obrigatoriedade com a Sua graça, mas na deles estaria por prazer na comunhão com "os escolhidos".Sim, haveriam 2 Igrejas, mas uma seria melhor que a outra, aliás, como eles são melhores que os outros...

Ainda bem que Jesus disse que iria edificar a Sua Igreja, que é só uma e onde TODOS têm lugar, mas se, como se de um pesadelo se tratasse, eventualmente o quadro acima descrito existisse, eu queria pertencer à segunda Igreja, porque sinceramente confesso, acho que era a que mais tinha a ver comigo.... e contigo?

17/06/2010

Progresso vrs estagnação

No processo individual de crescimento sempre experimentamos mudanças. O Deus criador é progressivo por natureza. Tudo o que Ele faz, intervém ou toca, experimenta progresso.Ao dispensar a Sua imagem ao Homem Ele dispensou-lhe também esta característica.O progresso faz parte da natureza humana. Este progresso, crescimento ou evolução quando é interrompido, apelidamos de estagnação. Estagnação é uma interrupção no processo de crescimento. Como ser humano, que acredita ser criado à imagem de Deus, acredito no crescimento e desenvolvimento humano e que a estagnação deve ser combatida pela nossa vontade de encontrar e viver para o propósito da nossa existência. Falhanços e fracassos não revelam a miséria humana, mas sim quem desiste de lutar pelo que acredita. Pior ainda é quando nos tornamos combatentes daquilo que outrora acreditamos e sonhamos. O maior sinal de estagnação pessoal é quando nos transformamos naquilo que antes lutamos para mudar.À sombra da desculpa da "maturidade", da "experiência"não mais fazemos do que esconder o facto de que perdemos a "fibra" . Entristece-me quando constato que pessoas, outrora referencias e marcos de mudança, com toda a coragem associada a isso, foram "abafadas" pelo Status Quo, moldando-se ao peso da ditadura da mediocridade, tornando-se cínicos combatentes do "facho" que já transportaram em tempos. Criticam aquilo pelo qual já foram criticados, e hoje são predadores daquilo que eles mesmos iniciaram. Creio que muitas vezes isto mais não é que uma enorme frustração encapotada por sonhos não realizados e projectos inacabados

Admiro os homens e as mulheres, que mesmo com o avançar da idade, continuam inovadores, amigos da mudança e do progresso, mesmo falhando levantam-se e o seus fracassos não vergam as suas convicções, antes as alimentam como se a cada obstáculo vissem a vitória cada vez mais perto. Não se "amedrontam" com quem se levanta vendo nisso um reflexo do investimento da sua vida. Felizmente conheço pessoas bem mais velhas do que eu e que me dão lições de fé e esperança para o futuro, que não se tornaram "azedas" mas a sua capacidade de continuarem a surpreender, aprender e crescer, são uma grande inspiração para gerações mais novas.
Eu não quero estagnar nunca e quero ser um agente de progresso e mudança. Que Deus me ajude e vocês também, pois se me virem a "estagnar" e tornar-me naquilo que sempre quis transformar, têm todo o direito em me corrigir.. isto se a doença da estagnação não me roubar, não somente a visão, mas também a audição!!

17/03/2010

A verdade e o boato

Ultimamente tenho recebido muitos emails com "noticias"relativas a figuras públicas, expondo pseudo factos sobre aspectos da vida destes. Ou é a casa onde habitam que custou "não sei quantos"milhares de euros, ou o emprego para o filho conseguido com a cunha de determinado amigo ou ainda questões de ordem moral, ética e até criminal. Tudo isto vem "reenviado"por alguém que já recebeu de alguém e que foi alguém que já tinha lido algures, sobre estas matérias. Claro que tudo isto normalmente vem sem fontes, sem nomes,em suma, sem uma investigação séria e baseado no "sei de alguém que já viu", "ouve-se dizer" e outras expressões similares tão típicas  e basilares do boato e do "jogo rasteiro".

Atacar figuras públicas entrincheirados no anonimato a que a  sua irrrelevância os confinou, tornou-se o "hobby" de alguns. O boato é sempre mais fácil de espalhar que a verdade pois esta exige um rosto, um compromisso, não se compadece com a escuridão, nela não há vultos mas tudo tem contornos bem definidos. A verdade liberta, restaura e constrói, o boato é cobarde e só tem um objectivo: destruir. Uma preocupação genuína com a verdade não é compatível com quem, por um lado "atira pedras"a quem está exposto e por outro, são os primeiros a enganar o estado e a enganar o próximo. A inveja é muitas vezes o combustível destes arautos da moral. A defesa da verdade exige a vida. Não se pode ser seu defensor no conforto da pequenez do anonimato, há que dar "o corpo ás balas".A verdade não está à distancia de um clique no "enviar"de um email, ela exige o nosso rosto, a nossa forma o nosso compromisso.A verdade é solida o boato é gelatinoso.Se eu quero que a verdade triunfe ela pede-me a vida, se eu quero que o boato prospere ele só pede a vida de outro.
Quando receberes um desses emails, ou ouvires uma conversa menos abonatória sobre alguém pensa um pouco... talvez seja mais sábio clicar no "delete" do que no "send"

05/10/2009

Guetos: não obrigado

“Local onde uma minoria está separada do resto da sociedade”. Esta é a definição do dicionário Português para a palavra “gueto” ou “ghetto”Ao olhar para a vida de Jesus, salta imediatamente á vista a sua postura antí segregação, fosse ela de que ordem fosse. Era frequentemente visto na companhia de pessoas ou grupos de pessoas que eram considerados marginais na cultura Judaica, o que lhe trouxe bastante oposição e criticas por parte do “status quo” da altura. Desde cedo que se percebeu que Jesus tinha uma postura de afronta ao exclusivismo religioso, colocando assim na génesis e ADN do cristianismo o valor da inclusão, não como prémio da mudança, mas como único caminho para a transformação individual e, consequentemente, social. O amor, como elemento nuclear da espiritualidade cristã, tem uma expressão social: INCLUSÃO. Se o amor é a marca espiritual do cristianismo então a inclusão é a sua marca social.

Creio que a inclusão tem duas vertentes que devemos considerar: A vertente de incluirmos e a de nos deixarmos incluir.

Gostaria de começar pela segunda vertente (deixarei a primeira para um outro post), ou seja, a de nos deixarmos incluir. É certo que a bíblia nos ensina que nós somos “separados” para Deus, quando resolvemos estabelecer um relacionamento com Deus e seguir os seus planos e propósitos para nós. No entanto, creio eu, que esta é uma separação de identificação espiritual e nunca uma segregação social. Eu não preciso de me “isolar” do resto do mundo para viver a minha fé. Mas que tipo de fé é esta que precisa de um “isolamento” quase clínico para sobreviver, não podendo ser incluída e partilhada, com receio de contagio e contaminação, com aqueles que não a têm? Só é inclusivo quem é seguro e só se deixa incluir quem tem a firme certeza do que crê. É por isto que a minha teologia e sensibilidade é “arranhada” com a proliferação de “guetos cristãos”, em que determinadas pessoas com interesses, profissões e dons similares se reúnem, formando mais um grupo cristão disto ou daquilo ao invés de nos incluirmos na vida social. É por isto que eu não acredito num partido cristão, mas em cristãos nos partidos políticos. Prefiro, ao invés de uma escola cristã, de professores cristãos nas escolas, que são de todos. Não me agrada o conceito de arte cristã, mas agrada-me cristãos que fazem arte. A proliferação destes guetos torna o cristianismo esquizofrénico, alienado, irrelevante, no fundo, sufocando o poder de uma mensagem que necessita de ser “incluída” no dia a dia das pessoas, na politica, nas artes e cultura, na economia. Porque é que tem de haver sempre uma “versão cristã” de tudo? Será porque as existentes não funcionam bem? se assim for, então incluamo-nos nelas e sejamos agentes de mudança...ou será porque temos receio de nos incluir, de ter contacto com o “mundo real”? Provavelmente a “grande fé” dos impulsionadores deste “guetos cristãos” não é assim tão forte, quando confrontada, desafiada ou contrariada. O mais fácil, mas também menos eficaz, é fugir e formar um gueto, pois aí ela, a fé, está mais segura.

Mas, sinceramente, não era esta a fé de Jesus. Ele nunca se escondia ou fugia, na face da contrariedade, mas tinha uma convicção inabalável do Seu propósito. Eu quero ser como Ele. A mensagem de Cristo é poderosíssima, forte, forjada na adversidade e resistente a tudo. A criação destes guetos é um mau serviço que lhe prestamos. Vamos nos deixar incluir, e se a nossa fé e mensagem é realmente assim tão transformadora, vamos colocá-la onde ela mais é precisa. 

10/09/2009

Novo "ruiquismo" intelectual

Todos estamos familiarizados com o conceito de novo "riquismo". Pessoas que alcançaram, normalmente de forma rápida, prosperidade material, mantendo no entanto um estilo e comportamento de gosto duvidoso, cuja a riqueza material só amplia. Tenho para mim que a abundância material não muda ninguém, apenas amplia o que já somos. Creio que todos temos direito á prosperidade material, mas que esta deve ser acompanhada com investimento na nossa formação, mudança interior e, acima de tudo, carácter.

O programa “novas oportunidades” trouxe a possibilidade a muitas pessoas de investirem na sua educação, facilitando o acesso à escola, novas tecnologias, formação, em suma, abrindo portas julgadas há muito fechadas para sempre, por aqueles que hoje delas beneficiam. E isto é bom. O que já não é bom é aquilo que eu chamo de novo "riquismo" intelectual. O facto de alguém ter melhorado o seu nível escolar, conhecimento tecnológico ou até alcançado o tão desejado “canudo” não traz por si só mudança. Se o exibicionismo material, característica transversal dos “novos ricos” é um resultado de uma “bimbalhice “inalterado pela abundância de bens, também o estendal público de conhecimentos adquiridos, sem estilo, sem outro propósito que não seja a exibição, reflectem que, apesar de cheios de novos conhecimentos, continuam “bimbos”.

As redes sociais têm sido, infelizmente, “assaltadas” pelos novos ricos intelectuais, que por não terem quem os oiça ou siga, procuram encontrar ali uma audiência que não têm.  O facebook, nomeadamente, tem se tornado um depósito de chavões e debates inconsequentes de “pastores” sem ovelhas, “políticos”que ninguém ouve, “mestres” sem seguidores.

Prosperidade material, educação, conhecimento, elementos essenciais e enriquecedores da nossa vivência, poderão tornar-se nocivos quando usados como a prova inequívoca da nossa superioridade em relação ao próximo. Há uma grande diferença entre o dar, ensinado pelo nosso grande Mestre Jesus, e o exibir. Sinceramente creio que o que temos, sejam bens, conhecimento, dons, tem como propósito a partilha, que decerto ajudará a melhorar a vida de alguém, e não o exibicionismo, que apenas promove o orgulho e a grandeza balofa do ego.